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Recomendações sobre o novo Coronavírus COVID-19 para pessoas portadoras da síndrome da deleção 22q11

 

Queridos associados e visitantes do nosso website,

O documento abaixo foi preparado pelo nosso expert em doenças infecciosas e imunologia, Dr. Nicholas Bennett. Estas são as suas recomendações:

 

Como todos vocês já devem estar cientes, a chegada de uma nova cepa de coronavirus originada em Wuhan, China está em todas as manchetes. Há uma grande quantidade de informações a esse respeito, mas a maioria não é específica para pessoas com condições crônicas de saúde. Apresento aqui recomendações específicas para aqueles portadores da Síndrome Cardio-Velo-Facial (também conhecida como Síndrome de DiGeorge, Síndrome da Deleção do 22q11, etc).

O que é?

O COVID-19 é um tipo de coronavírus parecido com aqueles causadores do resfriado comum e também de infecções mais sérias como o SARS e o MERS. Pessoas infectadas pelo COVID-19 têm demonstrado uma grande variedade de sintomas, que podem ir de praticamente nenhum sintoma (especialmente em crianças) a pneumonias severas que requerem a internação em UTI. Algumas pessoas morrem em decorrência desse virus, e o risco disso acontecer aumenta com a idade. Também já foi sugerido que o nível de mortalidade do virus vai ser menor em áreas com cuidado médico de melhor qualidade (como nos EUA e Norte da Europa). Mas como essa é uma infecção nova, dados a seu respeito estão sendo atualizados diariamente, de modo que ainda não sabemos tudo a seu respeito ainda. 

 

Nos pacientes sintomáticos, a febre é muito comum, e pode ser acompanhada de uma tosse seca e falta de ar (devido à pneumonia). Dores musculares e coriza são menos comuns, mas são comuns em casos de Influenza.

O que isso significa para mim e para você?

Por ser um novo virus, é muito provável que a população ainda não tenha desenvolvido imunidade a ele, portanto irá se espalhar (como já temos notado) muito facilmente. É muito provável que você será exposto a este vírus eventualmente, e pode até ser infectado. Infelizmente, portadores da Síndrome Cardio-Velo-Facial (SCVF) fazem parte de um grupo de risco para complicações e sintomas mais severos da doença devido às células T que geralmente existem em menor número em pacientes com a síndrome (as células T são importantes para a eliminação de infecções virais). Com isso em mente, a função das células T (o que é diferente do número de células T) geralmente é muito boa em pessoas com a SCVF, e pode ser suficiente para controlar o vírus. Mas disso ainda não temos certeza.

 

Para aquelas pessoas que apresentam a combinação de deficiência de células B e deficiência de anticorpos, infelizmente o tratamento com imunoglobulina intra-venosa ou subcutânea provavelmente não trará benefícios, já que nas imunoglobulinas não haverá anticorpos para o COVID-19. Do mesmo modo, o uso de Synagis® (Palivizumab) para prevenção do virus respiratório sincicial (VRS) não ajudaria contra o COVID-19.

Pessoas com doenças cardíacas congênitas também apresentam maior risco de desenvolver sintomas severos a partir de uma pneumonia, e nesse grupo estão incluídas as crianças com a SCVF.

 

Ainda não existe uma vacina para o COVID-19. A vacina contra a gripe ajuda a reduzir o risco de se contrair a gripe mas não o COVID-19.

 

Ainda não existe um tratamento efetivo para a doença, mas vários lugares no mundo estão testando algumas medicações anti-virais que podem beneficiar as pessoas que contraíram o virus. À medida que novas informações forem sendo descobertas, nós tentaremos atualizar este website.

O que você pode fazer? 

Primeiramente, lavar bem as mãos e cobrir a boca quando tossir ou espirrar são atitudes de vital importância. Esse vírus se espalha através de gotículas de saliva e, portanto, pode-se evitar espalhá-lho. Se você ou uma pessoa da sua família ficarem doentes, então é razoável que façam como se estivessem com um resfriado: evite ao máximo contato com outras pessoas, matenha-se hidratado. Você não precisa usar máscara, pois isso provavelmente não vai evitar o contágio. As pessoas da área de saúde realmente precisam dessas máscaras, então deixemos que elas estejam disponíveis para eles.

 

Em segundo lugar, o COVID-19 tem sintomas parecidos com outros vírus, como o Influenza. Vacinar-se contra a gripe diminui as chances de se contrair a gripe, o que pode ser um fator de risco para sintomas mais graves. Evita também que esses sintomas sejam confundidos com aqueles do COVID-19.

 

Em terceiro lugar, se você acha que foi infectado pelo COVID-19 ou que foi exposto a ele, converse com seu médico ou imunologista e peça orientações. Não é necessário marcar uma consulta simplesmente para ser testado, a não ser que um médico te oriente a esse respeito. É sim necessário ser consultado caso você apresente sintomas preocupantes como falta de ar, desmaios, fraqueza, tontura ou respiração muito rápida. Essas orientações são válidas ainda que o COVID-19 não existisse. Tosse e febre sozinhas podem não ser motivos para uma consulta, mas é sempre melhor ligar para seu médico e perguntar. Você não deve expor outras pessoas desnecessariamente ao vírus, do mesmo modo que não deve ir a um hospital ou clínica quando doente e arriscar contagiar pessoas que apresentam outras doenças.

Em quarto lugar, evite viajar para áreas de alto risco. O website do CDC (Centro para Controle de Doenças dos EUA) possui uma lista atualizada desses lugares. https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/travelers/index.html

 

E, por último, se você contrair o virus e precisar se consultar para receber tratamento, certifique-se de que as pessoas que irão tratar você saibam que você é portador da SCVF, e que pode ser mais sucetível aos sintomas mais severos da doença. É muito importante avisar seu imunologista que você está hospitalizado, pois esse profissional pode ter recomendações específicas para aqueles responsáveis pelo seu tratamento no hospital. 


Obrigado Dr. Bennett por essas informações. O texto abaixo diz respeito à orientações gerais do Centro Virtual da SCVF a respeito de medidas de precaução.

Outras Informações:

As informações abaixo são a respeito de medidas que reduzem o risco de exposição ao virus Influenza, modificadas para refletir o modo de transmissão do atual coronavirus originado na China.

  • Evite apertos de mão ao cumprimentar as pessoas, assim como abraços e beijos. Se as pessoas se incomodarem, explique os motivos.

  • Quando tocar interruptores de luz, botões de elevador, maçanetas, etc, especialmente fora da sua casa, não use os dedos ou as palmas das mãos. Se você tiver luvas ou outro material não poroso como um papel mais grosso, use-os como barreiras. Se você não tiver nenhum desses materiais à sua disposição, use o cotovelo ou outra parte do corpo que não tiver contato com seu rosto. Se possível, empurre portas com seu quadril ou costas. Seja cuidadoso ao tocar superficies em banheiros públicos. Luvas são ideais para essas situações. Não toque em  corrimãos de escadas a não ser que seja extremamente necessário. Se precisar fazê-lo, use luvas ou outro tipo de barreira. 

  • Quando for fazer compras, desinfetar os puxadores de carrinhos ou alças das cestinhas. Usar luvas nessas situações é preferível, assim como para manusear os produtos sendo comprados. 

  • Lave as mãos com água e sabão, esfregando bem por pelo menos 20 segundos. Use álcool isopropílico 70% para desinfetar as mãos sempre que chegar em casa depois de ter contato com outras pessoas. 

  • Se você precisar tossir ou espirrar, faça isso usando lenços de papel ou algum outro tipo de barreira e depois jogue fora. Mantenha sempre lenços de papel com você. 

  • Finalmente, para aqueles que fazem parte de religiões que tenham o costume de tocar ou beijar algum item durante uma cerimônia, evite fazer isso. Por exemplo: Judeus praticantes que tocam a Mezuzah com os dedos e depois beijam os dedos, ou que fazem o mesmo com livros de preces ou o manto da Torah, opte por apontar, mas não beije. Evite também apertar as mãos das pessoas presentes nas cerimônias (isso é válido para todas as cerimônias de todas as religiões). Leve suas próprias coberturas de cabeça e chales para as cerimônias ao invés de usar aquelas disponíveis no local. Para os cristãos que fazem a comunhão, muitas igrejas estão modificando o ritual para evitar a exposição ao virus. Em alguns casos, as fontes de água benta estão sendo removidas das entradas das igrejas e catedrais. Para os mulçumanos, muitos estão sendo aconselhados a trazerem seus próprios tapetes de reza e a peregrinação de Umrah foi temporariamente cancelada. A Arábia Saudita ainda não anunciou se o Hajj, que é frequentado por mais de 60 mil pessoas e acontece entre 28 de julho e 2 de Agosto, está mantido. Informe-se com seus líderes religiosos e, claro, com os governos municipais, estatais ou federal sobre as medidas recomendadas.


Se você tiver alguma dúvida, entre em contato com o Centro Virtual para SCVF através do e-mail info@vcfscenter.org ou usando nosso ícone de contato no website www.vcfscenter.com/contact